Não falta trabalho. Não falta talento. Falta que se encontrem.

Segunda-feira de manhã, num café de Viseu. Numa mesa, um empresário desabafa: “Preciso de alguém que me trate das redes sociais, do site, de um logótipo decente… mas não conheço ninguém de confiança.”

Três mesas ao lado, uma designer recém-formada acaba de enviar a quadragésima candidatura. Resposta das trinta e nove anteriores: nenhuma.

Pedem o mesmo galão. Pagam ao mesmo balcão. Saem pela mesma porta. E nunca vão saber que se podiam resolver um ao outro.

Algo está mal

Não é falta de trabalho. Qualquer pequena empresa tem uma lista de coisas por fazer: o site que ficou em 2015 (e que, como a Rua Direita, espera clientes que já passeiam noutro lado), as redes que ninguém atualiza, a embalagem que parece de outro século, a campanha que ficou para “quando houver tempo”.

Também não é falta de talento. Todos os anos saem das escolas designers, ilustradores, fotógrafos, videógrafos e programadores. Muitos são bons. Alguns são muito bons. A maioria está com o portefólio fechado numa pasta do portátil.

O problema é o encontro. As empresas contratam como sempre contrataram: “conheces alguém?”. Pergunta-se ao primo, ao contabilista, ao amigo do amigo. E quem não conhece o primo certo fica de fora, por melhor que seja.

Há procura de um lado, talento do outro, e um “conheces alguém?” pelo meio.

E então?

Foi por isso que criámos a Kria. Não para inventar mais trabalho, nem para formar mais criativos. Para os pôr na mesma sala.

  • O trabalho aparece primeiro. Em Descobrir e Talentos, quem cria mostra projetos reais, não um currículo. Quem procura vê o trabalho, filtra por especialidade e percebe logo quem está disponível.
  • O pedido cabe numa frase. A empresa escreve o que precisa, como fala. A IA transforma isso num caderno de encargos, envia-o a criativos e agências, e as propostas chegam.
  • O Radar mostra o que está mal. Escreve-se o endereço do site e o Radar faz 87 verificações. No fim, os problemas seguem já escritos num pedido de orçamento. Para quem não sabia por onde começar, passa a saber.

O que é que isto tem a ver com a sua marca?

1. A procura não chega sozinha. Ter talento, ou um bom produto, não serve de nada se estiver escondido. É preciso estar onde os outros procuram.

2. Mostrar vale mais do que dizer. Um currículo diz. Um portefólio mostra. E uma marca que mostra o que faz convence mais depressa do que uma que só o promete.

3. Um problema de encontro não se resolve com mais anúncios. Resolve-se com um ponto de encontro, e com uma estratégia que diga onde estar. Às vezes a solução não é gritar mais alto. É estar no sítio certo.

Três perguntas para esta semana

  • Se é empresa: quanto tempo tem aquela lista de “coisas de marketing por fazer”?
  • Se é criativo: quem é que sabe, hoje, que o seu trabalho existe? (E se quiser trabalhar connosco, também é pela Kria.)
  • E se os dois estivessem no mesmo café, o que teriam para dizer um ao outro?

Verdade seja dita.

Sim, a Kria é nossa. Mas o problema existia antes dela. Se quiser experimentar: kria.pt. E a Volupio está lá também: kria.pt/volupio.

Ricardo MatiasVolupio