Nos outros clientes, pelo menos, o produto cabe na mesa. Na Marcovil, o produto é do tamanho de um pavilhão.

Não dá para fotografar em estúdio, não dá para pôr numa caixa bonita e, sinceramente, também não cabia na nossa garagem. Um dos produtos deles serve para levantar toneladas. Outro serve para dobrar chapa de aço como quem enrola uma folha de papel. Nós temos dificuldade em dobrar um mapa.

A empresa de Viseu que levanta toneladas

A Marcovil nasceu em 1987 e é metalomecânica de Viseu de nome e de morada. Faz pontes rolantes e equipamento de elevação, calandras para dobrar chapa e máquinas para a indústria da reciclagem. Concebe, fabrica, transporta e monta.

E não fica por cá: em 2026 anda pelas grandes feiras europeias do setor, de Munique a Frankfurt, com uma assinatura que não deixa dúvidas: “Engineering the future”.

Há empresas em Viseu que vão às maiores feiras da Europa. Só não fazem questão de o dizer.

O defeito

É discreta demais. Faz máquinas que levantam toneladas e quase ninguém na cidade sabe que existem. É o defeito mais comum das boas empresas industriais: estão tão ocupadas a fazer que se esquecem de contar.

O que é que isto tem a ver com a sua marca?

1. B2B também é marca. Quem compra uma ponte rolante é uma pessoa. Tem dúvidas, compara e escolhe em quem confia. A marca é o que o faz confiar antes da primeira reunião.

2. O tamanho é o argumento. Se o produto impressiona ao vivo, mostre-o à escala real: fotografia, vídeo, a máquina ao lado de uma pessoa. Ninguém se lembra de uma ficha técnica.

3. Conte o que já faz. Ir às maiores feiras do setor, ter certificação, fazer máquinas à medida: nada disto é banal. Só parece banal para quem o faz todos os dias.

Onde ver

Em marcovil.com, e ao vivo nas feiras internacionais do setor. Em Viseu, o mais perto que vai estar de uma calandra é passar pela zona industrial e imaginar.

Isto não é publicidade. (Mas se precisar de levantar umas toneladas, já sabe a quem ligar.)

Ricardo MatiasVolupio